Brasileiros que tentam deixar Gaza chegam à fronteira com o Egito Este sábado (14), os brasileiros que tentam fugir da Faixa de Gaza

Brasileiros que tentam deixar Gaza chegam à fronteira com o Egito
Este sábado (14), os brasileiros que tentam fugir da Faixa de Gaza chegaram à fronteira entre o território e o Egito, um dos membros do grupo.
Para obter permissão para cruzar a fronteira, eles agora esperam uma negociação difícil que envolve os governos de Israel, Egito, Estados Unidos e Brasil.
Depois de ter a viagem adiada por conta de novos bombardeios, o grupo de 19 brasileiros que tenta deixar a Faixa de Gaza conseguiu embarcar novamente em um ônibus fretado pela Embaixada do Brasil na Palestina e chegou ao sul do território neste sábado (14), segundo o embaixador brasileiro, Alessandro Candeas.
O grupo conseguiu fazer o trajeto entre o abrigo no norte de Gaza, onde estava, e a cidade de Khan Younes, no sul, e aguardava sinal verde da Embaixada do Brasil na Palestina para seguir até a fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito.
Em Khan Younes, os brasileiros foram levados ao prédio no qual vive uma família brasileira. Eles ficarão lá, segundo a Embaixada, enquanto esperam para cruzar a fronteira e embarcar, já no Egito, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que os levará ao Brasil.
Um dos desafios para cumprir essa trajeto é que o grupo pode ter agora uma janela de poucas horas para conseguir cruzar a fronteira.
Isso porque, segundo disseram integrantes das negociações entre Egito, Israel e Estados Unidos à agência de notícias Associated Press e à rede de TV Al-Jazeera, as partes chegaram a um acordo para abrir a fronteira entre o sul de Gaza e o Egito – que está fechada desde o início da guerra entre Hamas e Israel.
Fontes do Ministério da Defesa de Israel permitiram a passagem entre Gaza e Rafah, no Egito; no entanto, eles não disseram quando a fronteira seria aberta.
Apenas cidadãos estrangeiros poderão passar por esse corredor, segundo o acordo.
Trajeto bombardeado
O trajeto entre o abrigo de onde o grupo saiu, no norte de Gaza é de apenas 25 quilômetros – em tempos normais, duraria cerca de 30 minutos. Mas a previsão era de que a viagem poderia durar até duas horas caso houvesse bombardeios.
Nesta madrugada, um ataque com mísseis atingiu um comboio de civis que fazia o mesmo trajeto, do norte ao sul, e deixou 70 pessoas mortas, entre bebês e mulheres.
Para garantir a segurança, a Embaixada esperou a garantia, por Tel Aviv, de que não haveria bombardeios na rota. O embaixador Alessandro Candeas afirmou também que a Embaixada informou a placa e o modelo do ônibus a autoridades de Israel e ao Hamas, que governa e controla a Faixa de Gaza.
Segunda tentativa
Mais cedo, os brasileiros chegaram a colocar bagagens no porta-malas do ônibus, mas, por conta de informações sobre novos bombardeios de Israel no trajeto, tiveram de voltar ao abrigo onde estavam.
Os ônibus para transporta-los chegaram durante a noite de sexta-feira (13), mas embaixada brasileira na Palestina considerou que era muito arriscado iniciar o deslocamento, por conta da série de bombardeios realizados por Israel.
Os brasileiros estavam abrigados na escola Rosary Sisters School, ao norte de Gaza.
O avião enviado pelo governo brasileiro para resgata-los da região e trazê-los de volta ao Brasil está em Roma, na Itália, e aguarda que o grupo cruze a fronteira para voar o Egito. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou na sexta-feira (13) que o embarque será realizado em um local no Egito perto da fronteira com a Faixa de Gaza, e não mais na capital, Cairo.
AliançA FM