Um forte terremoto de magnitude 7,5 atingiu a costa nordeste do Japão nesta segunda-feira (20) e levou à emissão de um alerta de tsunami pelas autoridades do país. O tremor ocorreu por volta das 16h50 no horário local, o que corresponde a 4h50 no horário de Brasília, e teve epicentro no Oceano Pacífico, a uma profundidade de 10 quilômetros.
Apesar da distância, o impacto foi sentido em Tóquio, onde edifícios chegaram a balançar, mesmo estando a centenas de quilômetros da área mais afetada. Após o abalo sísmico, foram registradas ondas de tsunami de cerca de 80 centímetros no porto de Kuji, na província de Iwate, e de 40 centímetros em outro porto da mesma província, segundo a Agência Meteorológica do Japão.
Mesmo com essas medições iniciais, as autoridades mantêm o alerta para a possibilidade de ondas maiores, que podem chegar a até 3 metros, especialmente no norte da principal ilha do Japão, Honshu, e na região de Hokkaido. De acordo com a Agência Meteorológica do Japão, um tsunami de 3 metros poderia causar danos em áreas baixas, mais próximas à costa, ao inundar construções e arrastar pessoas às correntes.
Horas após o primeiro tremor, o país emitiu ainda um novo alerta para o risco de um megaterremoto em áreas costeiras do norte. Segundo a Agência Meteorológica e o governo japonês, existe a possibilidade de um novo tremor de grande escala ocorrer na região durante a próxima semana.
Autoridades destacaram que este alerta não é uma previsão de terremoto, mas orientaram os moradores a reforçar a preparação, com itens como alimentos de emergência e kits de evacuação, ao mesmo tempo em que mantêm a rotina diária. Este é o segundo aviso do tipo nos últimos meses; no anterior, em dezembro, nenhum tremor significativo foi registrado.
Até o momento, não há relatos de vítimas ou de grandes danos, conforme informou o principal porta-voz do governo japonês, Minoru Kihara, durante entrevista coletiva em Tóquio. Também foi informado que não há usinas nucleares em operação nas áreas mais afetadas. As empresas Hokkaido Electric Power e Tohoku Electric Power comunicaram que não houve anormalidades nas instalações desativadas na região.
Em conversa com repórteres, a primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou que o governo estabeleceu uma força-tarefa de emergência e pediu aos moradores das áreas afetadas que evacuem para locais seguros.
Antes mesmo da confirmação dos riscos maiores, várias cidades portuárias, como Otsuchi e Kamaishi — ambas já duramente atingidas por um forte terremoto e tsunami em 2011 — haviam emitido ordens de evacuação para milhares de moradores, de acordo com a emissora pública NHK. Como medida preventiva, serviços de trens-bala foram interrompidos e algumas rodovias foram fechadas devido aos tremores.
Imagens exibidas pela NHK mostraram navios deixando o porto de Hachinohe, em Hokkaido, em antecipação às ondas, enquanto um alerta de “Tsunami! Evacue!” piscava na tela. Já no extremo norte da ilha principal de Honshu, na região de Aomori, os serviços de trens-bala também foram interrompidos, segundo a agência de notícias Kyodo.
O terremoto atingiu nível “5 superior” na escala de intensidade sísmica do Japão, classificação considerada forte o suficiente para dificultar a movimentação das pessoas.
O Japão é um dos países mais propensos a terremotos no mundo, registrando ao menos um tremor a cada cinco minutos. Localizado no chamado “Anel de Fogo”, uma extensa área de vulcões e fossas oceânicas que circunda parcialmente a Bacia do Pacífico, o país concentra cerca de 20% dos terremotos mundiais com magnitude igual ou superior a 6,0.
Fonte: Ver O Fato


