Casal morre após cair do 9º andar durante briga em Aracaju

Um homem e uma mulher, identificados como Washington Luís da Silva Matos e Ane Jaqueline Costa Santos Matos, morreram após caírem do 9º andar de um prédio localizado no Bairro Farolândia, em Aracaju, na noite da última terça-feira (24). O caso ocorreu durante uma briga entre o casal.

Washington Luís da Silva Matos e Ane Jaqueline Costa Santos Matos morreram após caírem do 9º andar do prédio em que moravam, localizado no Bairro Farolândia, em Aracaju, na noite da terça-feira. O caso ocorreu durante uma briga entre o casal.

Durante a discussão, três vizinhos tentaram entrar no imóvel para intervir e foram atingidos por golpes de faca. Após serem feridos, eles deixaram o local para buscar socorro médico.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que uma das vizinhas, de 57 anos, que foi atingida, deu entrada no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), foi operada e o quadro clínico é considerado estável. Outra vítima foi encaminhada a um hospital particular também com ferimentos, mas o estado de saúde dela não foi informado. Já a terceira vítima teve ferimentos leves.

De acordo com informações do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Washington foi condenado após denúncia de violência doméstica contra Ane. No processo consta que ele agrediu Ane e a ameaçou de morte em duas ocasiões diferentes, ambas em 2021.

Ele solicitou recurso, que estava em fase de julgamento. Não havia medida protetiva contra ele em favor de Ane.

Também há informações preliminares de que Washington tinha problemas com alcoolismo.

Segundo o advogado do casal, Ricard Cézar, Washington e Ane enfrentavam problemas de saúde mental, com um histórico de alucinações e sensação de perseguição, em episódios diários. Ele afirmou ainda que a família tentou diversas vezes intervir, com apoio psiquiátrico.

Informações iniciais da Polícia Civil apontam que Washington teria agredido Ane e, em seguida, tirado a própria vida ao cair do edifício.

Imagens de câmeras de segurança do condomínio e do interior do imóvel poderão auxiliar na elucidação do caso.

Foram apreendidos celulares, a faca utilizada nos golpes contra os vizinhos, equipamentos de informática, que serão periciados, e outros objetos encontrados no apartamento.

A Polícia Militar não classificou o fato como feminicídio. O advogado do casal, Ricard Cézar, disse que não consegue opinar sobre o assunto.

Ainda segundo o advogado, o casal estava junto há mais de 20 anos e não tinha filhos em comum.

O caso segue sob investigação, e pontos como a dinâmica exata da queda, a tentativa de intervenção dos vizinhos e a classificação do crime ainda aguardam esclarecimento pelas autoridades.

Fonte: Ver O Fato

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