Um dos analgésicos mais vendidos no planeta, o paracetamol, princípio ativo do Tylenol, tem sido usado nos últimos 70 anos para aliviar a dor e reduzir a febre das pessoas. No entanto, até hoje, ninguém compreendeu totalmente o seu mecanismo de ação.
Agora, um novo estudo farmacológico, realizado por pesquisadores da Universidade de Indiana (IU), nos EUA, mostrou que o medicamento não alivia a dor aumentando as substâncias químicas naturais associadas ao bem-estar, como se pensava, mas sim diminuindo uma delas.
Publicado recentemente na revista Cell Reports Medicine, o trabalho teve como problema de pesquisa um paradoxo importante: embora o paracetamol cause cerca de 500 mortes anuais por overdose, nos Estados Unidos, ainda não foram desenvolvidas alternativas mais seguras para substituí-lo.
Como há indícios de que os endocanabinoides, moléculas que modulam a percepção da dor, podem ter um papel na ação do paracetamol, o estudo buscou examinar essa interação farmacológica.
Os resultados revelaram um mecanismo inteiramente inédito sobre a forma como o medicamento atua contra a dor, abrindo, eventualmente, caminho para o desenvolvimento de novos analgésicos, mais eficazes e com menos riscos de toxicidade.
Descoberto por acaso no início da década de 1990, quando neurocientistas investigavam como o THC (tetra-hidrocanabinol) da maconha atuava no corpo humano, o sistema endocanabinoide funciona como uma rede de comunicação interna do nosso organismo, composta por três elementos principais.
Primeiramente, existem os receptores, espécie de “antenas” celulares que captam sinais químicos. Há também os endocanabinoides, moléculas que transportam mensagens entre células, e as enzimas que produzem e degradam esses mensageiros, depois que eles cumpriram sua função no organismo.
Essa estrutura atua como um “sistema modulador” que mantém o equilíbrio (homeostase) em processos como dor, humor, apetite, sono, resposta imune e memória. Retrógados, os endocanabinoides são produzidos “sob demanda” pela célula pós-sináptica e viajam de volta para modular a célula pré-sináptica.
“Até agora, pensávamos que endocanabinoides elevados em nosso corpo significavam menos dor, mas nosso estudo mostra que, no caso do [endocanabinoide] 2-AG, pode ser o oposto. Na verdade, níveis reduzidos de 2-AG levam à diminuição da dor, explica a primeira autora, Michaela Dvorakova, em comunicado.
Fonte: cnn brasil
O Dia Nacional do Rádio é comemorado em 25 de setembro como homenagem ao nascimento de Edgard Roquette-Pinto (1884–1954), médico, antropólogo, etnólogo, professor, ensaísta e escritor brasileiro, considerado o pai da radiodifusão no Brasil.


