Radio: uma forma mais que especial de se comunicar

Radio: uma forma mais que especial de se comunicar

 

Nos últimos dias 16 e 17 de novembro, aconteceu o 29º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, em Brasília. O evento começou com a exposição da mostra “Rádio em Movimento”, no Museu Nacional da República, uma homenagem aos 100 anos do rádio no Brasil e da Semana da Arte Moderna. A mostra traz a representação de todos os estados brasileiros e o Distrito Federal, através de 27 rádios modelo capelinha, um dos mais populares da década de 40, que ficarão em exposição aberta ao público até o dia 27 de novembro, quando a Associação completa 60 anos de fundação.

A cerimônia de inauguração contou com a apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Claudio Santoro, que interpretou obras musicais que marcaram as décadas do rádio no Brasil. Crianças e adolescentes de escolas de Brasília também foram convidados para prestigiar o evento.

Cada unidade da Federação convidou três artistas plásticos locais para estilizar os aparelhos, com lembranças da importância do rádio na vida dos autores e a relação com a cidade em que vivem. Após, a escolha dos 27 rádios escolhidos para compor a exposição, entre as 81 obras artísticas, foi feita por mais de 65 mil votos abertos ao público.

Durante o Congresso, a agenda teve pautas importantes para discutir sobre as barreiras regulatórias no ambiente da mídia, um pano de fundo fundamental para balizar os movimentos do setor.

Para falar sobre importantes temáticas, o Congresso reuniu lideranças e especialistas em rádio, TV e comunicação, nacionais e internacionais, em painéis que debateram, entre outros temas, o cenário de concorrência e as perspectivas da radiodifusão, a importância do jornalismo profissional e o humor como meio de divulgação de ideias e opiniões.

No painel 100 ANOS DO RÁDIO: Contando e encantando o Brasil’, mediado por Diogo Gonçalves (CEO da Rádio Itatiaia) e com as participações de Eduardo Oinege (Band News), Roberto Araújo (Jovem Pan) e Milton Jung (CBN), foi explorada a importância histórica do rádio na disseminação da informação e na cultura popular, bem como as novas características do meio em um mundo digital como a integração, mobilidade, personalização, velocidade e conteúdo em multiplataforma.

A pauta explorada trouxe a luta do jornalismo para avançar no combate e a escalada das fake news (notícias falsas), as quais vêm se alastrando nos últimos anos. José Occhiuso apresentou um relatório da Universidade Positivo mostrando que, em dezembro de 2015, início do impeachment de Dilma Rousseff, foram mapeadas 971 fake news e, em março de 2020, início da pandemia, o número estava em 4.893. Os antídotos apontados como solução para o combate das notícias falsas foram: jornalismo profissional, sites de checagem, judiciário passivo, judiciário ativo e legislativo. (com informação: meio e mensagem)

 

 

AliançA FM

 

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