Quem matou envenenado oito cachorros no Pará?

Pelo menos oito casos de envenenamento de animais já foram confirmados nos últimos dias no bairro Irajá, em Itaituba, no sudoeste do Pará. A sequência de mortes tem causado comoção, revolta e medo entre os moradores, que suspeitam que o veneno esteja sendo colocado deliberadamente nas proximidades das residências. O caso por enquanto é um mistério que está sendo investigado.

Na tarde desta quinta-feira (29), um morador relatou à imprensa local que acredita que os crimes estejam ocorrendo dentro do próprio bairro. Segundo ele, mesmo após ingerirem a substância tóxica, os cães ainda conseguem retornar para casa, já apresentando sinais graves de intoxicação. “Eles só saíam para brincar aqui perto. No dia, voltaram passando mal. Isso mostra que o veneno está sendo colocado aqui mesmo”, afirmou.

O morador, que perdeu dois animais, descreveu um sentimento de profunda indignação diante da situação. Segundo o relato, os cães não costumavam se afastar da residência e permaneciam a maior parte do tempo nas imediações, o que reforça a suspeita de que o envenenamento ocorreu em pontos estratégicos do bairro.

A sequência de mortes levantou um alerta entre os moradores do Irajá, que passaram a restringir a circulação de seus animais e a redobrar os cuidados, temendo novos casos. Para a comunidade, trata-se de um ato cruel e criminoso, que ameaça não apenas os animais, mas também a segurança de crianças e outros moradores da região.

Em entrevista concedida na manhã da última quarta-feira (28), o delegado Pedro Victor informou que a Polícia Civil já iniciou as investigações para identificar o responsável pelos envenenamentos. De acordo com ele, diligências estão em andamento e a polícia trabalha com o objetivo de localizar o autor e responsabilizá-lo criminalmente.

A Polícia Civil reforça que o envenenamento de animais é crime e orienta que qualquer informação que possa contribuir com as investigações seja repassada às autoridades. Enquanto isso, o clima no bairro é de apreensão e cobrança por justiça diante de uma série de atos que abalou a rotina e o sentimento de segurança da comunidade.

Fonte: Ver O Fato

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