Para “viver até 180 anos”, gringo implanta células das nádegas no rosto

Foto: Ver-o-Fato

Será mesmo que dá pra viver até os 180 anos? Dave Asprey acredita que sim — e jura estar no caminho para isso. Aos 51 anos, o americano se apresenta ao mundo como um biohacker, uma espécie de alquimista moderno que mistura ciência, tecnologia e autoconfiança para tentar reescrever as regras do envelhecimento. Sua missão é audaciosa: enganar o tempo. E, para tanto, ele se submete a experiências que soam como ficção científica — ou, dependendo do olhar, como puro delírio de grandeza com bom humor e ironia.

biohacking, termo que ganhou popularidade com figuras como Asprey, é uma prática que busca “otimizar” o corpo humano — seja por meio de dietas, suplementações, terapias genéticas, implantes, injeções de células-tronco ou outras intervenções biotecnológicas. A ideia central é que o corpo é uma máquina ajustável, e que a biologia pode ser “hackeada” tal como um software, bastando encontrar os códigos certos.

Curiosamente, Asprey não nasceu um exemplo de saúde. Aos 26 anos, estava obeso, com artrite e Pré-diabetes, além de enfrentar tamanha exaustão física que, segundo o New York Post, tentou adquirir um seguro por invalidez. Mas o que era desespero virou combustível para um experimento pessoal: reinventar o próprio corpo.

A virada veio com a criação do Bulletproof Coffee, um café turbinado com manteiga e óleo de coco que prometia energia, clareza mental e perda de peso — uma receita que o tornou milionário e transformou o “biohacking” em negócio global. A partir daí, Asprey passou a investir em si mesmo como se fosse um laboratório ambulante, testando tecnologias e terapias futuristas.

Circuncisão facial

A mais recente de suas aventuras chama-se circuncisão facial — e não, o nome não é metáfora. O procedimento, realizado no Instituto de Medicina Regenerativa da Costa Rica, consiste em usar uma agulha oca para extrair núcleos de tecido da face, removendo, segundo ele, cerca de 8% da pele. “Foram várias polegadas quadradas de pele retiradas — o equivalente a quatro cartões de crédito”, contou, orgulhoso.

Mas o “hack” não para por aí. Depois da remoção, Asprey recebeu implantes de células-tronco retiradas de suas próprias nádegas, injetadas no rosto para “rejuvenescer” a pele. Ele garante que o resultado é superior a um facelift tradicional: recuperação mais rápida, aparência natural e sem cicatrizes.

Enquanto muitos enxergam loucura — ou um caso extremo de vaidade disfarçada de ciência —, Asprey prefere ver-se como um pioneiro. Um homem que, literalmente, põe a própria pele em jogo para desafiar a morte.

E, se o segredo da longevidade realmente estiver em misturar café com biotecnologia e um toque de audácia, talvez o riso irônico que sua história provoca seja apenas inveja de quem ainda não descobriu o seu “hack” para viver 180 anos.

Fonte: Ver–o-Fato


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