O Irã alertou os governos dos Estados Unidos (EUA), Reino Unido e França de que qualquer ação que tente impedir os ataques contra o território de Israel resultará em retaliação por parte das forças armadas iranianas.
“Qualquer país que participe da repulsão dos ataques do Irã contra Israel estará sujeito a ataques das forças iranianas”, informou a agência de notícias Mehr neste sábado (14/6).
No comunicado, o governo do Irã ressaltou que a ofensiva contra os países que venham a interferir no conflito terá como alvo bases regionais, navios e embarcações navais no Golfo Pérsico e no Mar Vermelho.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, chegou a ameaçar “queimar Teerã” caso o regime do Líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, continue com os ataques contra o território israelense.
“O ditador iraniano está tomando os cidadãos iranianos como reféns, criando uma realidade na qual eles, e especialmente os moradores de Teerã, pagarão um alto preço pelos danos flagrantes infligidos aos cidadãos israelenses”, alertou.
A declaração de Katz indica que o país deve focar o conflito contra o Irã e deixar a guerra na Faixa de Gaza em segundo plano. A ofensiva entre Israel e Hamas começou em 7 de outubro de 2023 e não dá sinais de trégua.
Escalada da guerra no Oriente Médio
- Depois de diversas ameaças, Israel lançou o que chamou de “ataque preventivo” contra o Irã, nessa quinta (12/6). O foco da operação foram instalações nucleares do país, assim como locais onde estavam líderes militares e cientistas nucleares.
- Ao longo da semana, a retórica militar entre os dois países aumentou. Há alguns dias, o governo iraniano afirmou que atacaria Israel caso seu programa nuclear fosse atingido.
- O principal objetivo da ação, segundo o governo israelense, é impedir que o Irã consiga construir uma arma nuclear.
- Como resposta à operação israelense, o Irã lançou um exército de drones contra o território de Israel.
Fonte: Metrópoles
