Criminosos exploraram moradores de rua, fotos geradas por IA e disfarces para criar “clientes” falsos com a ajuda de funcionários corruptos e desviar benefícios pelo Caixa Tem.
Criminosos utilizavam pessoas em situação de vulnerabilidade, como moradores de rua e até mesmo crianças, para inserir novos rostos no sistema de reconhecimento facial e abrir cadastros falsos em bancos.
A Polícia Federal do Rio de Janeiro prendeu parte do grupo, que também recorria a disfarces, como perucas e rostos pintados, para invadir contas e desviar benefícios sociais. O esquema contava com a participação de funcionários da Caixa Econômica Federal e de lotéricas.
As investigações apontam que um dos funcionários chegou a receber mais de R$ 300 mil em propina para liberar acessos ao aplicativo Caixa Tem. Assim, benefícios como Bolsa Família, abono salarial e FGTS eram desviados, afetando principalmente famílias de baixa renda.


