Após desastre publicitário e queda nas vendas, Itaú socorre Havaianas com R$ 455 milhões

Em um ato de desespero corporativo que cheira a pânico e hipocrisia capitalista, o Banco Itaú, dono de 30% das ações da Alpargatas – a famigerada dona da marca Havaianas –, injetou R$ 455 milhões na Bolsa de Valores, equivalentes a 4,02% do capital, para tentar maquiar o colapso das ações. A manobra patética ocorreu na terça-feira, 23, logo após as ações despencarem 2,39%, evaporando R$ 152 milhões em valor de mercado, no dia anterior.

É o preço de brincar de militância barata: uma campanha publicitária abertamente esquerdista com a atriz Fernanda Torres que alienou metade do país e provou, mais uma vez, que “quem lacra não lucra” – ou melhor, quem lacra afunda.

A peça publicitária, um verdadeiro festival de bobagens ideológicas disfarçadas de criatividade, tem Torres declamando: “Desculpa, mas eu não quero que você comece o ano com o pé direito. Não é nada contra a sorte, até porque, sorte? Não depende de você, depende de sorte. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os dois pés.”

Foi sutileza de uma carreta. Como se ninguém percebesse o trocadilho político tosco, interpretado por conservadores e direitistas como um tapa na cara de quem não comunga do progressismo forçado. Resultado? A marca, outrora “de todo mundo”, virou piada nacional e precisou bloquear comentários no Instagram para não afogar em memes e xingamentos.

Campanha eleitoral disfarçada

Não é à toa que o especialista em marketing Marcelo Rennó desceu o malho nessa lambança. Ele lembrou, com razão, que 2026 é ano de eleição e campanhas devem ser para todos, não para um clubinho ideológico. Mas quem disse que os gênios do marketing da Havaianas pensam nisso? Em vez de vender chinelos, resolveram vender agenda política – e agora colhem o boicote em massa.

Nas redes sociais, internautas de direita prometem nunca mais pisar em uma Havaianas, incentivando o êxodo para marcas rivais que não enfiam goela abaixo lições de “inclusão” seletiva. Publicações viralizaram com gente destruindo chinelos a tesouradas, queimando ou jogando no lixo – um espetáculo de protesto que expõe o ridículo da situação: uma sandália “popular” virando símbolo de divisão.

O Itaú, esse gigante bancário que adora posar de neutro enquanto lucra com tudo, gastou quase meio bilhão para tapar o buraco aberto pelo “tiro no pé” da publicidade tacanha.

É hilário: uma empresa bilionária agindo na Bolsa de Valores para salvar do vexame o próprio negócio.

Restou a lição para os marqueteiros woke: parem de alienar clientes em nome de virtude sinalizada, ou preparem o cheque para o resgate. Havaianas, outrora ícone brasileiro, agora é só mais uma vítima da polarização autoimposta – e o Itaú que pague a conta.

Fonte: Ver O Fato

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