Uma explosão dentro de um condomínio matou dois trabalhadores nesta quinta-feira (12), em Ananindeua. As vítimas foram identificadas como o eletricista Varmir Chaves Andrade, que trabalhava para uma empresa terceirizada, e a outra como a zeladora do condomínio, Franciane Garcia de Souza, que estava com Varmir no momento do acidente. Ainda não se sabem as causas da explosão.
De acordo com relatos de testemunhas, a explosão ocorreu durante um serviço de reparos em uma caixa na parte superior na torre H do Residencial Solar do Coqueiro, localizado na Avenida Governador Hélio Gueiros, no bairro 40 Horas.
Após o acidente, que causou um grande estrondo, os moradores do residencial, um brigadista e o proprietário da empresa terceirizada ainda chegaram a realizar o atendimento de primeiros-socorros com tentativa de massagem cardíaca para reanimar as vítimas, que foram encontradas ainda com vida.
O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados e estiveram no local, mas as vítimas não resistiram.
O síndico do condomínio foi até a Seccional da Cidade Nova prestar depoimento. No local, também estiveram familiares dos dois trabalhadores em busca de informações. O inquérito de investigação sobre deverá ser encaminhado para condução pela Delegacia do Jaderlândia.
De acordo com informações do síndico Elizeu Assis, uma empresa terceirizada foi contratada para realizar reparos em uma caixa d’água do condomínio. Elizeu afirmou que diferentemente do que foi divulgado nas redes sociais, os trabalhadores não utilizavam nenhum produto químico. Ele não soube informar o que pode ter causado a explosão.
O síndico contou ainda que o reparo deveria ter sido executado apenas por Varmir, responsável da empresa terceirizada. Ele não soube dizer o motivo da zeladora estar junto no momento do acidente.
Ainda segundo o relato, logo após o acidente, o proprietário da empresa terceirizada, que também estava no condomínio, foi um dos primeiros a subir na caixa d’água para realizar os primeiros-socorros.
Familiares de Varmir informaram que ele era eletricista e confirmaram que era contratado por uma empresa responsável por serviços de manutenção do condomínio. Eles também disseram que o pai de Varmir mora no residencial e estava no local durante a tragédia.
A administração do condomínio divulgou uma nota de pesar e esclarecimento para os moradores:
”Neste momento de imensa consternação, o Condomínio Residencial Solar do Coqueiro manifesta sua solidariedade e expressa as mais sinceras condolências aos familiares, amigos e colegas de trabalho das vítimas. A Administração permanece à disposição para prestar os esclarecimentos cabíveis, reafirmando seu compromisso com a transparência, a responsabilidade e a segurança de todos os condôminos e colaboradores”, diz a nota.
Fonte: Ver O Fato


