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Uma tragédia ainda sem respostas

destaque-346495-dp20151006_nm_123Por volta das 6h de ontem, um navio de bandeira libanesa carregado com, aproximadamente, 5 mil bois, começou a afundar, quando ainda estava atracado no porto de Vila do Conde, no município de Barcarena, nordeste paraense. Segundo Raimundo Carlos, funcionário da Companhia Docas do Pará (CDP), os tripulantes conseguiram sair da embarcação sem ferimentos. No entanto, dos quase 5 mil animais a bordo, pouco mais de 100 conseguiram escapar do navio, antes de ele ser engolido pelas águas do rio Pará. O destino da embarcação era a Venezuela, e os os bois pertenciam à empresa Minerva, que teria, com o acidente, um prejuízo de cerca de R$ 14 milhões. “Mas toda a carga estava no seguro”, disse uma fonte que pediu para não ser identificada.

Tudo teve início no meio da madrugada, quando funcionários da CDP perceberam que a embarcação balançava bastante, quando era feito o carregamento dos animais nos 5 andares. Por volta das 6h, o navio começou a inclinar. “Eram várias pessoas a bordo, tentando fazer algo. Quando perceberam que não havia o que fazer, saíram do barco”, contou Raimundo, da CDP.

Ainda segundo ele, por volta das 10h, o navio já havia tombado. Ainda não se sabe ao certo, mas estima-se que cerca de 4.800 animais tenham morrido afogados, presos na embarcação. Entre os que escaparam do navio, alguns também morreram afogados. Pouco mais de 100 conseguiram sobreviver, nadando até a areia ou se equilibrando sobre a parte da embarcação que ficou na superfície. Por volta das 15h, guindastes atracados no porto iniciaram a retirada dos animais vivos.

COMIDA

Enquanto isso, nas praias de Vila do Conde e Ipanema, moradores locais usavam pequenos barcos e até carroças para carregar os animais mortos, que boiavam. Os bois eram cortados ali mesmo, nas praias, e eram levados pelos moradores para suas casas. A dona de casa Maria do Socorro, 55 anos, era uma das que iam levar a carne do animal. “A crise está braba. Agora, pelo menos tenho carne para a semana inteira”, falou.

Esmeralda Pereira é pescadora, mas deixou anzol e rede de lado, para levar partes de um boi para casa. “Foi uma fatalidade, muto triste. Mas eu não podia perder essa chance de ter carne de graça”, disse. “No açougue, o quilo está custando mais de R$ 20. Já tenho meu almoço do Círio e ainda vou distribuir para os vizinhos”, comemorou ela, apesar da advertência da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (AdePará), que orienta a população a não consumir carne bovina sem procedência comprovada. A Secretaria de Estado de Saúde Pública também alertou a população para o mesmo perigo.

POLUIÇÃO

Por volta das 13h, podia se observar uma extensa faixa preta sobre o rio Pará. Era o resultado do vazamento de óleo do navio, causado pelo acidente. Na praia de Vila do Conde, o cheiro de óleo era forte, o que preocupou ambientalistas e a comunidade. Cleide Monteiro, do Fórum Social de Barcarena, alerta, ainda, para o risco de a água ficar poluída também por causa dos animais mortos. “Até agora, ninguém orientou os moradores a não deixar os restos dos bois na praia. Quando a maré encher, a água vai levar o resto em decomposição”, destacou.

Fonte: Diário do Pará

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