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Quaresma: frei pede que fiéis jejuem Facebook e WhatsApp

Enquanto uns abdicam do consumo da carne na Quaresma, um sacerdote em Belém fez uma orientação diferente como penitência: passar os 40 dias sem Facebook e WhastApp. Num mundo cada vez mais conectado pode parecer impossível, mas para o Frei Arilson Lopes, da Paróquia dos Capuchinhos, o sacrifício é válido. Foi o que ele orientou na homilia da Quarta-Feira de Cinzas. O religioso justifica que essas redes contribuem para traições e o afastamento das famílias.

O pároco conta que resolveu orientar os fiéis dessa forma, após observar casos de infidelidade por meio das redes sociais. “Acompanho casais, onde o ‘zap’ é usado para infidelidade virtual. O homem muitas vezes está do lado da mulher e está no ‘zap’ traindo com outra. Até mesmo em uma roda familiar, as pessoas não conversam mais, porque cada um está no celular. Isso atrapalha a convivência familiar!”, reitera.

O religioso disse que, durante a missa, foram citados vários exemplos de sacrifícios,para homens, mulheres e para a família em geral, mas cada um sabe aquilo que será o seu sacrifício pessoal. “Não são explicações minhas. Sou apenas um intérprete do que Deus me orienta, para que possa orientar o povo. Eu só faço jogar a semente, cada um coloca em prática aquilo que Deus colocou em seu coração. Para uns, é deixar de usar as redes, para outros ajudar um necessitado, para outros fazer jejum’, avalia.

Frei Arilson esclarece ainda que essa não é uma orientação geral da Igreja, mas uma interpretação da realidade que cada religioso faz de acordo com seu entendimento. “Todas as paróquias usaram os mesmos textos na missa, mas cada padre coloca em prática para o povo, através da homilia, o que ele deve viver, dependendo da sua interpretação, e eu coloquei isso porque acho que prejudica muitas pessoas’, diz ele.

Apesar da orientação, o religioso diz que tem Facebook e WhatsApp, mas o que diferencia é o uso que se faz deles. “Não seria hipócrita de dizer que não utilizo. Participo de vários grupos e também no Facebook, é um instrumento de evangelização. Mas a questão é a finalidade, com que propósito vocês usa. As pessoas é que fazem ficar uma coisa do demônio, porque usam para o mal’, critica, ao assinalar que o jejum tecnológico vale o sacrifício. “O evangelho é muito prático. Se você faz um sacrifício aqui, vai receber uma recompensa adiante. A recompensa nesse caso é que sua família vai conversar mais, você vai fugir das tentações através do ‘zap’”, avalia.

Católico fervoroso, o advogado e jornalista Josué Costa ficou sensibilizado com a orientação do frei Arilson. Costa estava presente à missa na qual o religioso sugeriu o ‘jejum tecnológico’. “O sermão do frei me tocou muito, porque bateu no fato de eu ser viciado em Facebook e WhatsApp. Reconheço que sou exagerado no uso destes aplicativos”, afirma ele, que no dia seguinte apagou o aplicativo do Facebook do celular. “Eu tomei a decisão de me abster dessa ferramenta por 40 dias. Comuniquei os amigos e alguns apoiaram, outros disseram que não vou conseguir e voltarei antes, mas meu objetivo é só voltar na Sexta-feira santa”, diz.

Para Josué, abdicar do ‘Zap’ e do Facebook faz parte da preparação que sua família faz anualmente para a Páscoa. “Todo o ano fazemos algo, às vezes deixamos de consumir carne, e a orientação do frei nos fez ter a ideia para este ano”, explica. Os filhos João e Isabela, de 9 e 10 anos respectivamente, também entraram no ‘jejum alternativo’. “Como os dois não usam Facebook, é um pouco mais fácil. Apagamos o ‘zap’ dos telefones e eles estão bem empolgados”, contou. “Estamos em abstinência total. Contato agora só por telefone residencial ou e-mail”, disse.

A estudante de Publicidade e Propaganda, Gabrielle Gomes, concorda com a orientação do frei, mas diz que não vai aderir ao jejum virtual. “É uma atitude viável, mas eu não faria e nem vou fazer”, diz. A estudante explica que utiliza os aplicativos, especialmente o ‘Zap’, no trabalho e para se comunicar com familiares. Na visão de Gabrielle, a orientação do Frei Arilson é um convite à reflexão. “São 40 dias de reflexão sobre como usar esses meios”, diz a jovem.

Por O liberal

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