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Projeto da UFPA que atende cães abandonados precisa de doações

Peludinhos da UFPA’ cuida dos animais que vivem no campus do Guamá. Atualmente, mais de 20 filhotes nascidos na instituição estão para adoção.

cachorromosaicoA Universidade Federal do Pará (UFPA) precisa de ajuda para manter os cães abandonados que vivem no campus Guamá, em Belém. Os animais são amparados pelo projeto “Peludinhos da UFPA”, que recebe doações dos frequentadores do campus. Mas no período das férias, quando diminui a circulação de alunos e professores, é preciso intensificar campanha de doações de ração e remédios, e também para conseguir novos lares para os animais: mais 20 filhotes estão na fila da adoção no mês de julho.

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Dona Suely é a responsável por cuidar de todos os cães dentro da UFPA.

A iniciativa de cuidar dos cachorros abandonados na instituição partiu da servidora pública Suely Palheta há 17 anos. Ela conta que sempre gostou muito de cachorros, e que seus pais sempre ajudavam os animais. Suely relembra que o projeto começou com cerca de 40 cachorros, e atualmente atende 120.

“Comecei a dar alimento porque sentia pena deles. Depois passei a perceber a quantidade real de cachorros que tinham na universidade, pois antes eu só os via por aqui perto do prédio onde eu trabalho. Mas a universidade é grande e eles são muitos”, afirma Suely.

No início, a servidora afirma que não tinha recursos para muita coisa. Não era possível fazer castração e comprar medicamentos, mas o número de cachorros foi aumentando com o tempo, surgindo também a necessidade de ter um espaço próprio. “Na medida em que a notícia que havia um projeto foi divulgada, também foram aparecendo caixas com cachorrinhos, pessoas abandonando os bichos dentro do campus”, lembra.

Suely conta ainda que além de todas as dificuldades, também tem que lidar com pessoas que sabotam o trabalho do projeto. “Tem muitos maus tratos, tem gente que dá paulada, pedrada, que ficam instigando os cachorros para morder e tem alguns que ficam mais violentos. Também tem gente que atropela e não presta ajuda”, lamenta.

 

Tem gente que dá paulada, pedrada, que fica instigando os cachorros para morder”
Suely Palheta
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Voluntários são responsáveis por cuidados com os cãeszinhos

Voluntariado
Suely conta que tem alguns parceiros que contribuem com a doação de ração, mas que sente muita falta de voluntários para os trabalhos do dia-a-dia. Tarefas como administrar as medicações, limpezas do espaço, dar banho, fazer curativos. “Tem voluntário que eu não sei nem o nome. São pessoas que trabalham aqui, ou estudam, tem gente que só vem aqui para ajudar mesmo, que não tem nem um vínculo com a instituição”, diz.

Depois do expediente, Suely vai a sua casa e volta todos os dias com uma panela de alimento para distribuir entre os cachorros, o que custa em média R$ 1 mil por mês. O projeto também conta com voluntários que vão todos os dias fazer a limpeza do espaço e dar um pouquinho de amor para os bichos. Há ainda uma equipe responsável pelo setor de adoção, saúde e comunicação.

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Barraca abriga cães deficientes, idosos e filhotes que não sobreviveriam soltos.

Criação do projeto
Quando a iniciativa ganhou grandes proporções, foi elaborado um plano para apresentar ao reitor a fim de institucionalizar o projeto. O reitor oficializou o “peludinhos” e criou a primeira portaria nomeada “Projeto Vida Digna”, que tinha como os principais objetivos: tratar, higienizar, alimentar e tentar harmonizar a convivência entre os bichos e as pessoas que circulam pela UFPA.

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Cães recebem doações de ração e têm o abrigo limpo diariamente por voluntários.

O projeto também conta com o auxílio da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), que ajuda com os serviços de castração e alguns atendimentos aos animais. Como a Ufra também tem um projeto de animais e que atende pelo mesmo nome, houve a necessidade de troca para que não tivesse confusão. O projeto adotou o nome “Peludinhos da UFPA”.

A princípio, os cachorros ficavam espalhados pela universidade, mas com o tempo e por ter muitos filhotes, idosos e outros doentes, os voluntários viram a necessidade de ter um espaço para cuidar deles. “Foi então que construímos com nosso próprio dinheiro um abrigo, que não é o ideal, mas foi o que deu para fazer. Do lado de fora é meio feinho, mas por dentro até que é bonitinho”, brinca a servidora.

Fonte: G1

 

 

 

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