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Primeiras testemunhas são ouvidas no caso Rafael Viana, em Belém

Primeiras testemunhas são ouvidas no caso Rafael Viana, em Belém

O julgamento dos policiais militares Rodrigo Duarte Negrão, de 37 anos, o “Tenente Negrão”, e Antônio David Gonçalves, de 38 anos, o “Cabo David”, acusados de terem envolvimento na detenção e execução do pedreiro Rafael Viana em 2007 deve ser encerrado somente na quarta-feira (26). Ainda serão ouvidos mais seis testemunhas de defesa e os réus.

Segundo a promotoria, Viana foi detido, torturado e morto pelos policiais em 2007. Ambos já cumprem prisão preventiva desde 11 de outubro. Um terceiro policial, que também teria participado do crime, está recorrendo da decisão do Tribunal e será julgado separadamente.

Durante a tarde, foi ouvido um morador da Alça Viária que viu a viatura da Polícia Militar no meio da ponte sem o giroflex ligado, e apenas com o pisca alerta ligado. Pela manhã, o morador viu uma poça de sangue no alto da ponte, quando passava de bicicleta indo para Belém.

O “Tenente Negrão” e o “Cabo David” respondem por homicídio qualificado, mas o advogado de defesa, Marco Aurélio Mendes pretende provar que os acusados não estavam presentes no momento do crime.

“A nossa certeza é que eles serão absolvidos. Existem fatos que demonstram que eles não estavam. Provas materiais, telefonemas, interceptações telefônicas que foram quebradas ligações para o CIOP que demonstram que a guarnição não saiu do bairro do Guamá nesse dia”, firmou Marco Aurélio.

Tese que a promotoria tentará derrubar baseada na primeira testemunha que falou no dia, Orlando Salgado, perito criminal responsável pela reconstituição do crime.

“Na reconstituição, os dois acusados, Gonçalves e Cruz, confirmam que estava presentes e confirmam que o ‘Tenente Negrão’ atirou na nuca da vítima e mandou que os dois jogassem a vítima no rio Guamá”, declarou Rosana Cordovil, promotora de justiça.

Quem também foi ouvido pela manhã o diretor da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, Renato Wangon, que presidiu o inquérito na época. Ele esclareceu dúvidas sobre as investigações e reafirmou que considera os acusados culpados. O julgamento deve se estender até à noite e não tem previsão para a decisão sair.

Entenda o caso
Segundo a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SPDDH), o pedreiro Rafael Viana teria sido abordado no dia 2 de novembro de 2007, no bairro do Guamá, em Belém, por três policiais militares. A alegação era de que o jovem, em companhia de outra pessoa, teria tentado roubar uma bicicleta. O suposto comparsa teria conseguido fugir e o pedreiro fora detido primeiro por um policial civil, e depois entregue à viatura chefiada pelo tenente Negrão.

De acordo com informações dos autos do processo, ao invés de ser conduzido a uma delegacia, os PMs teriam levado Rafael até a ponte da Alça Viária, próximo ao município de Acará, a 161 km de Belém. Após torturarem o suspeito, ele foi executado. O corpo do pedreiro foi encontrado boiando no rio Guamá, com marcas de tortura na cabeça e com as mãos amputadas, três dias após o ocorrido, na localidade de Espírito Santo, em Acará.

Segundo o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), no total foram denunciados seis policiais, que estavam em duas viaturas. Uma das viaturas era comandada pelo tenente Negrão, onde estavam ele e outros dois.

Os três policiais, entre eles o tenente Negrão e o cabo David, foram pronunciados para serem submetidos a júri. O terceiro PM está recorrendo da decisão do Tribunal, que desaforou o júri da comarca onde ocorreu o crime para Belém. Os policiais da outra equipe foram impronunciados.

Fonte: G1

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