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Policiais civis podem parar por 30 dias

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Os colegas de corporação do investigador José Carlos Guimarães no momento em que o corpo era levado para sepultamento

Dezenas de familiares e colegas de profissão do investigador José Carlos Guimarães Alexandre, 55, assassinado na noite da última quinta-feira (23), após reagir a um assalto no bairro do Marco, em Belém, se reuniram na tarde de ontem para prestar as últimas homenagens ao policial. Diante da morte do investigador, a categoria ameaça uma possível paralisação nos próximos dias.

Segundo Pablo Farah, diretor jurídico do Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Pará (Sindpol), José Carlos, que era lotado na Divisão de Homicídios (DH) foi o segundo policial assassinado somente esta semana. Além de entrar para as estatísticas de mortes registradas no Estado, atualmente a profissão de policial está à beira de um colapso. 

“Parece que se tornou uma rotina velar os nossos policiais vítimas da violência. A gente convive com isso e sabe o que precisa para mudar, mas o Governo ignora e negligência as nossas demandas”, desabafa Pablo Farah. “Não era apenas um colega de profissão, era um pai de família, que deixou quatro filhos”, lamenta o diretor jurídico do Sindpol.

O sentimento, entre os parentes, amigos e colegas, era de revolta pela perda do investigador. O velório de José Carlos Guimarães Alexandre aconteceu em uma capela localizada na travessa Lomas Valentinas,. os familiares e amigos mais próximos estavam muito abalados e preferiram não falar com a imprensa. O corpo foi liberado pelo Instituto Médico Legal por volta das 14h e enterrado ainda na tarde de ontem, em um cemitério particular, em Marituba, região metropolitana de Belém.

INSUFICIÊNCIA

Para o diretor jurídico, o efetivo de policiais civis hoje no Estado é insuficiente diante da realidade e do objetivo do Governo na instalação de outras unidades policiais. Segundo Farah, “uma delegacia está funcionando com no máximo dois policiais”. “Do que adianta abrirem setenta UIPPs (Unidade Integrada Pro Paz) se não aumenta o efetivo? Não temos escrivães nem delegados”, denuncia.

No município de Breves, Pablo Farah afirma que “os policiais transportam pessoas que foram detidas na embarcação, juntamente com outros passageiros comuns”. Segundo ele, essa realidade vivida pelos policiais, principalmente do interior do Estado, está prejudicando o profissional e a sociedade. 
“Há três anos estamos batendo nessa tecla. É preciso mudar o comando da Polícia Civil. Se essa situação continuar, iremos mobilizar a categoria a parar as atividades por 30 dias”, anuncia o diretor do Sindpol.

Na página oficial do Sindpol, o representante da categoria, José Pimentel, afirma que há um déficit de cerca de dois mil policiais em todo o Estado. A estimativa necessária seria de, no mínimo, cinco mil civis espalhados no território paraense para atender as demandas. 

O sindicato denuncia que os três mil servidores que hoje estão exercendo a profissão, estão sobrecarregados. “Como um policial vai conseguir produzir desse jeito?”, questiona Pimentel, ao revelar que o policial possui uma carga horária incompatível, tendo que trabalhar 24h recebendo uma folga também de 24h.

Fonte: Diário do Pará

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