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Pará tem o 6º maior índice de estupros do país, diz pesquisa

Um em cada três estudantes atribuiu a violência a um membro da família

O Pará registra o sexto maior índice do País, registrado pela pesquisa, de relatos sobre relações sexuais forçadas – com relatos de cerca de 5,5 mil (4,9%) estudantes do 9º ano no Estado. O percentual para meninos foi de 4,1% e para as meninas de 5,0%. Destes, um a cada três estudantes disse que o ato foi cometido por algum membro da família (pai, mãe, padrasto, madrasta ou outros familiares). Outros 18% das respostas apontam os namorados ou namoradas e 24,2% amigos.

Quanto às ações de prevenção e assistência em saúde, promovidas pelas escolas, informando quanto à saúde sexual, os resultados revelaram que 84% dos alunos do 9º ano do ensino fundamental do Pará receberam informações, na escola, sobre doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e Aids. Outros 53% disseram ter recebido na escola informação de que a aquisição de preservativos é gratuita.

Pará tem o 6º maior índice de estupros do país, diz pesquisa

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Ouvida por O LIBERAL, ela prefere não ser identificada e conta que engravidou aos 14 anos, quando estava no 7º ano. “Na adolescência, a gente tem a cabeça meio inconsequente e muita curiosidade. Eu não tinha conversa sobre esses assuntos com a minha família”, revela. Aluna de escola pública, ela manteve os estudos graças ao apoio dos pais. O pai da criança tinha 16 anos. “A família dele foi até à minha casa, disse que ia ajudar, estar perto, mas até hoje ele é meio afastado”.

Ela entrou no mercado de trabalho antes de concluir os estudos, aos 17 anos, para sustentar a filha, hoje com 13 anos. “Tu tens que amadurecer forçado, faz coisas diferentes dos outros adolescentes que não têm filhos. Tive que ter responsabilidade muito cedo”. Antes de engravidar, ela se define como uma pessoa “iludida”, que via apenas coisas boas na vida. “Sofri muito preconceito e isso mexeu comigo, mas me tornou uma pessoa mais forte para a vida”.

A maior preocupação da família foi que ela engravidasse novamente, mas ela ressalta que amadureceu e, até hoje, por opção, não teve outro filho. Ela acredita que a falta de conhecimento contribuiu para a gravidez precoce. “Eu não sabia nem como era um preservativo, nunca tinha visto e sequer tinha ideia de como usar um anticoncepcional”.

Para ela, atualmente os jovens têm muito mais informação. Mesmo assim, muitos arriscam a relação sexual sem preservativo. “Acredito que isso é muito mais da característica inconsequente dos jovens, porque está aí a orientação e é mais fácil conseguir preservativo”, diz ela, que procura manter uma relação próxima e de confiança com a filha. “Me sinto à vontade para explicar as coisas para ela”.

Ela já desistiu de uma faculdade por outro motivo pessoal, voltou a entrar na Universidade e trabalha para sustentar a filha. “Tu já pensou se eu não tivesse o apoio da minha família? Eu estaria totalmente diferente do que eu estou hoje”, constata.

ORIENTAÇÃO

A psicóloga Roberta Flores, da Secretaria de Justiça de Direitos Humanos, diz que é difícil falar de forma objetiva sobre os motivos da iniciação sexual precoce, pois vários fatores estão associados. Um deles é o acesso a múltiplos meios de informação que antes não existiam. “A gente percebe que a maturidade também tem chegado mais cedo”, ressalta, ao frisar também a dificuldade da família e da escola de orientar os adolescentes sobre o tema. “Muitas vezes, os pais não conseguem monitorar o que os filhos têm acesso na internet e as próprias amizades, o que contribui para que eles se tornem mais vulneráveis”. Quanto a não usarem preservativos, fato admitido pelos jovens ouvidos na pesquisa, a psicóloga acredita que o pensamento de que “nada vai acontecer comigo” os leva a enfrentar riscos. “Ainda há imaturidade na hora de avaliar as consequências”, diz ela, ao observar que, em muitas famílias, “ainda é um tabu falar de sexualidade de forma mais aberta, e a escola, muitas vezes, também não consegue essa aproximação com seus alunos”, avalia.

No caso das adolescentes que admitiram já ter engravidado, Roberta lembra que o corpo delas, em geral, não está preparado para essa criança e, em muitos casos, a gestação se torna de risco. O segundo problema é emocional, já que essas meninas estão saindo da infância e a responsabilidade de criar outra criança é um choque. “Ela terá que realizar tarefas que não eram adequadas para aquela idade e poderá sofrer uma mudança de realidade, em alguns casos precisam se afastar da escola, não conseguem ficar com seus amigos”. A longo prazo, quando a responsabilidade de cuidar do bebê é repassada para a avó, também há a grande possibilidade dessa criança perder a referência materna. Para as jovens mães, perder uma fase da vida por ter filho tão cedo pode ainda trazer outras consequências. “À medida que o que era esperado para essa idade não aconteceu, o resultado pode refletir nos estudos, inclusive na universidade, ela pode ter dificuldade de entrar no mercado de trabalho e até problemas emocionais, como depressão e estresse”, adverte.

Fonte: ORM/News

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