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Mulher ameaçada não consegue atendimento na defensoria em julho

Vítima não consegue mover ação contra marido por falta de defensor. Reportagem tenta contato com defensoria, mas ainda não foi atendida.

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Vítima registrou boletim de ocorrência contra marido agressor no dia 23 de julho, mas não conseguiu atendimento na defensoria pública

Uma mulher que mora na região das ilhas de Belém denuncia que a defensoria pública não está prestando assistência para vítimas de violência doméstica no mês de julho. A vítima pediu para não ser identificada, mas conta que sofreu ameaça do marido e foi orientada pela polícia para procurar o órgão após registrar o boletim de ocorrência. Com o BO em mãos, foi informada que o setor da defensoria responsável estava de recesso. A imprensa tentou contato com a defensoria através dos telefones disponibilizados no site por três dias, em turnos diferentes, mas não foi atendido até a publicação da reportagem.

Sem conseguir um mandado de restrição para o marido, a vítima precisou voltar para casa, onde convive com o seu agressor. Lá, torce para que ele não descubra suas tentativas de acionar os órgãos de proteção, já que isso poderia desencadear um comportamento violento. “Me sinto impotente, sem ninguém, sem nada que garante a minha segurança. Estou de mãos e pés amarrados, me sinto vivendo em cárcere”, disse.

Drama de família
De acordo com a denunciante, ela vive em união estável com o parceiro há 15 anos. O casal tem um filho de 9 e, segundo ela, o relacionamento não estava em crise. Tudo mudou quando ele conheceu uma jovem de 18 anos, com quem começou um relacionamento paralelo. “Fui com o meu o filho e ele ver a quadrilha na cidade, chegou lá ele beijou a moça na nossa frente. Na chegada e na saída. Aí chamei ele para conversar e pedi para ele me respeitar, disse que se fosse com ele, ele não ia gostar. Falei numa boa. Nós estávamos bem, não estávamos em crise alguma”, conta a vítima.

Ele começou a gritar, pegou uma barra de ferro e levantou. Me ofendeu, disse que eu não valia nada, que eu era um lixo.”
L., vítima de agressão doméstica

Pouco depois começaram as ofensas e, no dia 15, a ameaça de agressão. “Ele começou a gritar, pegou uma barra de ferro e levantou. Me ofendeu, disse que eu não valia nada, que eu era um lixo. Meu filho de nove anos estava presente e começou a chorar e correu para chamar ajuda. Ele só parou porque eu disse: ‘vais ter coragem de agredir a mãe do teu filho com esse ferro?’. Aí ele baixou o ferro e parou”, disse.

De acordo com a mulher, ele propôs que ela e o filho se mudassem para Belém, para que ele pudesse viver com a nova companheira na residência do casal. “Eu praticamente sustentava ele, e sustento meu filho. Não tenho para onde correr. Eu quero o melhor para o meu filho, não quero ele na casa dos outros mendigando um prato de comida”, desabafa.

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Boletim determina as medidas de proteção que deveriam amparar a vítima

Dificuldade no atendimento
No dia 23 de julho ela veio para Belém registrar um Boletim de Ocorrência na delegacia da mulher. No boletim, a vítima atesta que não aceitou ficar em um abirgo, porque depende do comércio que fica na residência do casal para se manter. Por isso, a polícia determina que o agressor seja afastado de casa e da proximidade da vítima, que decidiu mover ação criminal contra o marido – algo que ainda não foi feito pela falta de atendimento.

A vítima recebeu um encaminhamento que deveria ser entregue para a defensoria pública. Em Belém, ela recebeu ajuda da irmã e de uma amiga do casal. “Nós tentamos ligar para lá (a defensoria) e o telefone está mudo. E o do plantão não atende. E ela tá numa situação difícil”, conta a amiga.

“Ficamos sem atendimento. Falaram para voltar só em agosto, e por telefone recebemos a mensagem que o número 129, que seria do plantão, não existe”, relata a irmã da vítima. “Ela tem que voltar para casa, fica sujeita a risco”, disse.

Por conta destes problemas, até hoje a vítima e seu marido não foram chamados para depor. “Estou com o BO e o encaminhamento da situação para levar para defensória, mas na própria delegacia me disseram que não adiantava ir lá agora porque estava todo mundo de recesso. Voltei lá hoje (27), mas cheguei 8h30 e não tinha como me atender porque lá é muita gente e o atendimento é só até às 11h. Tenho que chegar lá ainda mais cedo só para a moça me receber e aí sim avaliar minha situação”, lamenta a vítima.

Fonte: Diário do Pará

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