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Mais de vinte são presos na “Madeira Limpa”

destaque-341611-coletiva3Mais de 20 pessoas foram presas na manhã desta segunda-feira (24) pela Polícia Federal, na Operação Madeira Limpa, em vários municípios do Pará, em Manaus, estado do Amazonas e Florianópolis, estado de Santa Catarina. A ação é para desmontar a quadrilha de comércio ilegal de madeira. Dois acusados paraenses estão foragidos e 21 foram presos. O balanço foi apresentado em coletiva realizada na tarde de hoje, no Ministério Público Federal de Santarém.

A ação executada pela Polícia Federal ocorreu depois de pedido do Ministério Público Federal do Pará. Segundo o órgão, o grupo alvo é acusado de coagir trabalhadores rurais a aceitarem a exploração ilegal de madeira dos assentamentos do Oeste paraense em troca da manutenção de direitos básicos, como o acesso a créditos e a programas sociais. O prejuízo mínimo estimado ao patrimônio público é de R$ 31,5 milhões.

O delegado Jecivaldo Vasconcelos, da Polícia Federal de Santarém informou que a operação foi deflagrada por volta das 6 horas da manhã de hoje, nos três estados: “Em Belém foram presas 11 pessoas, em Santarém cinco pessoas, em Óbidos uma pessoa, no município de Itaituba uma pessoa, já em Monte Alegre uma pessoa, em Manaus uma pessoa presa, e também em Florianópolis, uma pessoa presa”.

Apesar de haver um maior número de prisões em Belém, o centro da investigação, da onde ocorria toda ação ilegal é em Santarém. A determinação é de 23 prisões, mas dois não foram encontrados e por isso agora são foragidos da polícia. “Um é de Belém: Danilo Oliveira Fernandes, e em Santarém: Alcides Macho Júnior, vulgo ‘Juninho’, esse reside em Uruará”, contou o delegado Jecivaldo. Os dois são empresários do setor madeireiro.

O MPF preferiu não divulgar a lista dos nomes dos demais presos, sendo apenas confirmado do Superintendente do Incra Santarém, Luiz Bacelar Guerreiro Júnior e do Secretário Municipal de Meio Ambiente de Óbidos, Vinícius Picanço Lopes, e de outro servidor do Incra de Santarém que não teve o nome divulgado.

Todos os presos da região Oeste do Pará ficarão na penitenciária Silvio Hall de Moura, em Santarém. Das prisões, apenas uma é temporária, e as demais são preventivas. Quanto ao material apreendido na operação, ainda não foi fazer um balanço. Tudo será periciado pela Polícia Federal. Novas prisões não estão previstas.

Para encadear nessa operação, começou com uma investigação de drogas. “Foi a partir daí que colhemos elementos, e vimos que uma migração desse grupo que atuava no tráfico de drogas partiu para um trafego de madeira, tudo se iniciou em Santarém”, explicou a procuradora da república de Santarém, Fabiana Schneider.

Já o procurador da república do Pará, Ildo Gaspareto informou que num prazo de 15 dias, a Polícia Federal encerre a investigação para entrega do relatório:“Dentro de 15 os inquérito deve estar concluído, isso vai ser remetido ao Ministério Público Federal, no qual se tem cinco dias para decidir se vai ou não apresentar com acusação formal contra essas pessoas que foram investigadas”. O processo é levado ao juiz, que aceita ou não essa denuncia, no qual os acusados se tornam réus do processo, para dar início às defesas.

Os investigados são suspeitos de formarem grupo organizado, estruturalmente definido e com divisão de tarefas, voltado à práticas dos crimes de corrupção ativa e passiva, associação criminosa, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica, uso de documento falso, crimes contra a flora e crimes contra a administração ambiental.

Procuradora Fabiana mostra como funcionava o esquema
Procuradora Fabiana mostra como funcionava o esquema.

Carta apoio

No final da entrevista coletiva, o delegado sindical dos servidores do Incra em Santarém, Deivison de Jesus Barbosa apresentou uma carta aberta sobre a operação. A carta foi assinada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado do Pará (SINTSEP) e Delegacia Sindical do Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agrários (SindPFA).

“As entidades declaram total apoio à operação e às investigações, à medida que nos últimos dois anos foram encaminhadas diversas denúncias ao Ministério Público Federal solicitando investigações de possíveis irregularidades no âmbito da Superintendência, denúncias estas que, inclusive, foram entregues em mãos à presidente do Incra, Maria Lúcia Falcón, por meio de uma carta pública, quando esta esteve na cidade, no último dia 28 de maio”, detalhou a carta.

Fonte: Diário do Pará

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