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Investigação detalha esquema de venda ilegal de madeira no Pará

Quadrilha fraudava a exploração de madeira em áreas proibidas. Segundo a Polícia, esquema rendeu mais de R$ 300 milhões em 2015.

Apresentação2

 

As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Pará detalharam a atuação de uma quadrilha especializada na venda ilegal de madeira no estado do Pará. No dia 1º de julho, dez pessoas foram presas em Belém, Ananindeua, Itaituba e Tucuruí, suspeitas de participação no esquema criado para dar aparência de legalidade à exploração de madeira em áreas proibidas e, segundo a Polícia, rendeu mais de R$ 300 milhões para o grupo só no ano de 2015. A Polícia aponta Rodrigo Andrade e Menandro Freire como chefes do esquema.

De acordo com as investigações, Alex Renato Carvalho, Arley Figueiredo Rosas e Alcides da Silva Machado, que está foragido, seriam os intermediários na compra e venda de madeira ilegal. O grupo também é acusado de comprar empresas bloqueadas pela Secretaria de Meio Ambiente. Segundo a Polícia, eles pagavam multas e regularizavam a documentação das empresas, para que pudessem criar empresas fantasmas.

“Todos eles ganham através de intermediação de negociação, então eles procuram os empreendimentos para oferecer para os cabeças (Rodrigo e Menandro). Quando eles localizam os empreendimentos, se o custo é R$ 60 mil eles vendem a R$ 70 mil e ganham R$ 10 mil de comissão”, explica o delegado Marcos Miléo.

Para a Polícia, as ações da quadrilha eram facilitadas por Gelson Gomes de Andrade, pai de Rodrigo, Cleber Eduardo Ferreira e Vildemar Fernandes Filho, que também são acusados de negociar a madeira com os compradores. Vildemar era assessor especial do gabinete do Governador com um salário de R$ 3 mil por mês, mas  levava uma vida de luxo. Ele foi exonerado após a prisão.

“O Rodrigo, o Vildemar, Gelson, são pessoas que, nesse ramo da madeira, são conhecidas por praticamente todo mundo que trabalha nessa área. Eles são conhecidos pelo grande fluxo de comercialização que eles possuem, apesar de não possuírem nenhum empreendimento”, detalha Miléo.

André Chacon da Costa é apontado como o despachante da quadrilha e a engenheira florestal Rosane do Amaral Freitas seria a responsável por assinar as guias florestais falsas usadas para driblar a fiscalização. Rosane já trabalhou no Ibama em 2002 e foi exonerada no ano seguinte. O motivo da exoneração não foi divulgado.

Edmilson Rodrigues da Silva é apontado como o gerente da organização criminosa, e com ele, foram apreendidos vários documentos. Tarcísio Augusto de Andrade Pereira seria o financiador do esquema e segue foragido. Tarcísio foi filmado ostentando dinheiro em um avião fretado, em uma gravação feita por celular.

O inquérito foi concluído e encaminhado para a justiça, mas documentos da quadrilha ainda são investigados e podem revelar o envolvimento da quadrilha em outros esquemas. “Tem novas fraudes, fraudes antigas que foram encontrados documentos de posse deles. Isso vai dar uma oxigenação em algumas outras investigações que já ocorreram e em novas investigações também”, conclui o delegado.

O advogado de Rodrigo e Gelson de Andrade informou que só vai se pronunciar quando o Ministério Público formalizar a denúncia, assim como o advogado de André Chacon. Segundo o advogado de Rosane Amaral, a cliente nega todas as acusações. Os advogados de Menandro Freire, Alex Carvalho, Arley Rosas, Alcides Junior, Cleber Ferreira, Vildemar Filho, Edmilson da Silva e Tarcísio Pereira não foram localizados. Segundo a Superintendência do Sistema Penal do Estado, todos seguem detidos, exceto Rodrigo de Andrade e Rosane Amaral.

Fonte: G1

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