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Evandro Chagas investiga o norovírus, agente infeccioso

O norovírus, um tipo de agente altamente infeccioso, é considerado por pesquisadores como um dos principais causadores de gastroenterites não bacteri

O norovírus, um tipo de agente altamente infeccioso, é considerado por pesquisadores como um dos principais causadores de gastroenterites não bacterianas no Brasil. Os sintomas comuns da doença são diarréia, vômito, febre, dores abdominais e de cabeça, podendo causar a morte por desidratação em pacientes com o sistema imunológico fragilizado. O Instituto Evandro Chagas (IEC) se capacita para participar de um estudo epidemiológico que contribuirá para a criação de uma vacina. Por enquanto, não há tratamento para a doença e a expectativa é de que a vacina seja uma peça fundamental no controle de ocorrências. Até 200 mil mortes são causadas por norovírus, anualmente, nos países em desenvolvimento, segundo o pesquisador Alexandre Linhares, chefe da Seção de Virologia do IEC.

 Ainda de acordo com ele, pesquisas recentes apontam que o norovírus motiva cerca de um milhão de visitas médicas e em torno de 60 mil hospitalizações, ao redor do mundo. Os números são preocupantes e o Instituto aguarda autorização para começar, dentro de dois meses, um estudo epidemiológico na capital paraense. O objetivo é determinar o impacto socioeconômico da doença por norovírus nos níveis de ambulatório e de hospitalização. A investigação deverá durar de um ano a um ano e meio e envolverá apenas cinco países: Brasil, Chile, Lituânia, Tailândia e Filipinas. Linhares afirma que o IEC foi escolhido como um dos centros participantes pela experiência de décadas de pesquisa na área, além da sua importante contribuição à criação da vacina contra o rotavírus, também um grande responsável por surtos de gastroenterite.

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Em 2006, a vacina contra rotavírus passou a integrar o calendário nacional de imunizações. Os estudos de campo do IEC sobre o tema ocorreram entre 2002 e 2005. “Antes da vacina, o rotavírus causava, em média, 500 mil óbitos em crianças menores de 5 anos por ano, ao redor do mundo. De lá para cá, o impacto dele na saúde pública teve uma queda de 48% a 54%”, informa. Ele ressalta que, com o cenário de infecções por rotavírus mais controlado, o norovírus passou a assumir um papel relevante.

“Há estudos, feitos inclusive aqui no Instituto, que demonstram um efeito gangorra no número de registros entre rotavírus e norovírus. No país, se isso ocorre ao longo de todo o ano, podemos pensar que os vírus entéricos estão aparecendo o ano inteiro”, observa o pesquisador Hugo Resque, chefe substituto da Seção de Virologia.

Embora haja uma mobilização de cientistas ao redor do mundo para a formulação da vacina contra o norovírus, Linhares pontua que a pesquisa pode demorar décadas. “Esta vacina não é algo que está ali na esquina. Ela não sai do tubo de ensaio direto para aplicação nos pacientes. O que se tem realizado nos Estados Unidos e Europa ainda está em fase muito preliminar. Quando se chegar às etapas epidemiológicas é cogitada a nossa participação. Com a experiência do IEC, geramos infraestrutura e capacitamos pessoal que pode assumir um novo desafio”, assegura.

TRÍPLICE VIRAL

A produção de vacinas não é realizada no Instituto Evandro Chagas, cujo papel principal consiste na investigação científica. Está em andamento um projeto em parceria entre o IEC e o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos/Fiocruz, responsável pela produção das vacinas de tríplice viral que são objeto de análise. O doutor Francisco Luzio, chefe do Serviço de Epidemiologia do IEC e investigador principal do estudo, explica que a vacina já existe e faz parte do Programa Nacional de Imunizações.

“A produção já ocorre no Brasil, mas conta com um concentrado viral importado da Bélgica. A vacina tríplice viral que será testada na capital paraense conta com o concentrado viral produzido no nosso país, ou seja, é totalmente nacional”, esclarece. O projeto começou em fevereiro, tem duração de um ano e envolverá 1.560 bebês entre 12 e 15 meses, com acompanhamento em unidades de saúde dos bairros do Marco, Marambaia, Guamá e Jurunas. A vacina tetraviral também está incluída no projeto, pois garante a imunização completa das crianças. Um grupo receberá a dose com concentrado importado e outra parcela será vacinada com a dose de produção nacional. A meta é provar que as duas são iguais em termos de segurança e imunização.

A etapa de captação das crianças termina em agosto e a análise de dados será realizada até fevereiro do ano que vem. O projeto tem aplicação nacional e mundial, destaca Luzio, e representa autonomia para o Brasil. “Ao ser aprovada, a vacina será um produto que poderá ser exportado, dependendo da capacidade nacional de produção. Hoje, não só no Brasil, mas em todo o mundo há desabastecimentos de algumas vacinas”, comenta.

Ele acrescenta que a oferta baixa está mais ligada à dificuldade dos produtores em atender a demanda global do que à gestão de governo. “Ao transferir essa tecnologia para o país, que é o que está sendo feito pela empresa GlaxoSmithKline (GSK), o país passa a ser autossuficiente. É preciso evitar o desabastecimento, porque isso leva à baixa cobertura, que traz a doença de volta”, completa.

Fonte: ORM/News

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