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Caminhoneiros realizam protesto em Novo Progresso

Categoria teme a perda de cargas perecíveis devido a outro protesto de índios na BR-163

Um grupo de caminhoneiros fechou a estrada que dá acesso ao município de Novo Progresso, oeste paraense, no início da manhã desta quarta-feira (24). Eles estão parados há oito dias na rodovia BR-163 devido a outro protesto realizado por índios Kaiapó. Os motoristas chegaram a atear fogo numa ponte que dá acesso ao município, mas foram impedidos de continuar por policiais militares. Eles temem a perda de cargas perecíveis.

Os Kaiapó pedem benfeitorias nas aldeias da região e a conclusão da nova Casa de Saúde Indígena. O grupo diz que só deixará o local quando conseguir negociar com um representante da Funai. Na semana passada, um grupo de índios chegou a discutir com motoristas que tentaram furar o bloqueio.

Segundo a Funai (Fundação Nacional do Índio), os índios enviaram uma carta propondo uma reunião para a próxima quinta-feira (25), em Santarém, com representantes dos ministérios públicos estadual e federal, DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Comitê Gestor da Celpa, lideranças Munduruku e Exército. Mas, em nota enviada à imprensa, a Funai informou que há limitações financeiras que impedem que o pleito das lideranças indígenas seja atendido de imediato e reiterou a proposta de uma reunião em Brasília para o dia 21 de março.

Quanto a construção da casa indígena, a Funai afirmou que a responsabilidade é da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indigena).

Mais protestos – Trabalhadores rurais também continuam outro protesto na mesma rodovia, próximo à comunidade de Moraes Almeida, a 300 quilômetros do município de Itaituba. Eles querem a recuperação de estradas vicinais, saneamento e estrutura na área. O trecho também é liberado a cada 12 horas, após um acordo com a PRF.

Outro lado – Em relação ao protesto dos trabalhadores rurais, o Incra informou ao ORM News que uma reunião foi realizada na última sexta-feira (19) entre diversos órgãos para tentar resolver as demandas dos manifestantes, mas que o Sintraf (Sindicato da Agricultura Familiar) não enviou representantes para discuti-las. A nota afirma ainda que após as discussões, como encaminhamento, o Incra se posicionou pela liberação do tráfego da rodovia como condição para a continuidade das negociações.

‘O Incra acrescenta que desde o início da mobilização tem mantido o diálogo aberto com as lideranças do movimento por meio de contatos diários por telefone. Um ofício já foi encaminhado em resposta à pauta apresentada’, finaliza a nota.

Fonte: ORM/News

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