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Acidentes com motociclistas causam rombo milionário

Foto: Cláudio Pinheiro/O Liberal

Mais de 35 mil vítimas de acidentes foram atendidas em quatro hospitais públicos do Pará nos últimos três anos. O Hospital Metropolitano, que possui uma ala de traumatologia, gasta em média R$ 7,2 mil reais por paciente e estima que o impacto tenha sido de cerca de R$ 80 milhões nos cofres públicos para tratamento de vítimas de acidentes de moto.

De acordo com a análise dos atendimentos nos hospitais públicos do estado, a principal causa dos acidentes de motocicletas é a imprudência. Lucival Monteiro da Silva, de 58 anos, que está internado no Hospital Público Estadual Galileu, admite que o acidente poderia ter sido evitado. “Eu estava alcoolizado e ainda estava sem capacete. Foi por muito pouco que não perdi a vida. Agora luto pra recuperar a minha perna, que quebrou em cinco partes”, lamenta o paciente que está no hospital há quatro meses.

Na mesma unidade de saúde, há vítimas de acidente de trânsito cujo tratamento prossegue há mais de três anos. Estes são alguns dos motivos para que o hospital promova hoje a campanha “Direção viva: você consciente, trânsito mais seguro”, que deverá alcançar todos os hospitais públicos do Pará administrados pela Pró-Saúde.

Segundo o diretor Operacional da instituição, Paulo Czrnhak, é primordial que a população saiba quantos leitos são ocupados nos hospitais públicos em situações que poderiam ser evitadas. “Se cada condutor agir com prudência no trânsito, vidas serão salvas e a segurança do cidadão será ampliada. Mas principalmente teremos menos dores nas famílias e redução de perdas na sociedade. Precisamos resgatar o valor da vida”, defendeu.

No período de janeiro a outubro de 2016 o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, que atende média e alta complexidade em traumas, fez 4.940 atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito, 2.413 deles a motociclistas. O restante são colisões (1.527), atropelamentos (778) e acidentes de bicicleta (222). No ano passado, a unidade registrou 7.499 atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito, sendo que 3.315 a acidentes de moto.

Já no Hospital Galileu, unidade que atua como retaguarda ao Metropolitano e que atende em sua maioria vítimas de algum trauma ortopédico, os registros chegam a 1.417 internações em 2014 na clínica de ortopedia. Em 2015, o número chegou a 3.499. Este ano, até outubro, já foram registrados 3.078 casos, transferidos do Hospital Metropolitano.

Atendimento no interior também registra grande quantidade de acidentados

O projeto “Direção Viva: você consciente, trânsito mais seguro”, promovido pelos hospitais públicos do Pará, inclui a realização de palestras e rodas de conversa, além de um memorial para lembrar as vítimas de acidentes. O projeto é administrado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Em Marabá, o Hospital Regional do Sudeste do Pará Dr. Geraldo Veloso já realizou 1.742 internações até outubro deste ano, número superior ao de 2014 (1.620) e inferior ao ano de 2015 (1.955). Em Altamira, o Hospital Regional Público da Transamazônica realizou 663 internações de pacientes vítimas de acidentes de trânsito até outubro deste ano. Se comparado a 2014 (603 internações) e 2015 (637 internações), as estatísticas apontam para um número crescente.

O acompanhamento mensal da Previdência Social de benefícios de auxílios-doença acidentários registrou 71 benefícios envolvendo motociclistas no período de janeiro a junho deste ano, no Pará. Segundo o ortopedista Flavio Rezende, as vítimas de acidentes com motocicletas podem ser de média a alta complexidade, mas a maioria que chega aos hospitais é de alta complexidade.

Esses pacientes geralmente sofrem múltiplas fraturas, que caracterizam o paciente politraumatizado, e necessitam de uma abordagem multidisciplinar por parte dos profissionais, já que precisam ser atendidos em várias especialidades. Em geral são casos de longa permanência e ficam longos períodos internados. Entre as sequelas, normalmente estão a impossibilidade de andar ou de se locomover de forma independente.

Fonte: ORM/News

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